
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, disse nesta quarta-feira (30) considerar inevitável que grande parte das redes de TV repense seu modelo comercial em função do crescimento da demanda e das produções regionais.
Em debate na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado sobre veículos de comunicação regional, ele afirmou que é fato o crescimento da produção regional. "Quando se tem programas regionais da qualidade e do nível dos programas nacionais, a audiência desses programas regionais é maior, claro, porque as pessoas se identificam. Mas faltam recursos, porque o atual modelo é centralizador. Ainda assim, a regionalização está progredindo", disse.
Ele também afirmou ser favorável à criação de cotas para programas regionais nas emissoras de televisão ligadas a redes nacionais. "Essa política de cotas é extremamente importante. A TV no Brasil tem de ter todos os sotaques, tem de ser integrada e tem também de ser feita com amparo de recursos", defendeu.
Segundo Franklin Martins, o governo pretende estimular a regionalização da mídia, mas não cabe ao Executivo se apropriar inteiramente da questão. "Temos procurado fazer um esforço por meio da Secom (Secretaria de Comunicação) para estimular e apoiar um movimento natural que existe na regionalização da mídia. Mas não cabe ao governo, a nenhum governo, plantar, semear e colher mídia favorável - assim como não cabe asfixiar e matar mídia que é desfavorável. Quem cuida da mídia é a sociedade. O governo cuida de garantir a liberdade de imprensa", disse.
Também participaram do debate o presidente da Frente Parlamentar de Apoio e Fortalecimento da Mídia Regional, deputado Cláudio Vignatti (PT-SC), e o diretor-executivo da Associação dos Diários do Interior do Brasil, Adriano Kalil Escada. A reunião foi sugerida pelo senador Flávio Arns (PT-PR).
Kalil destacou que, com a abertura política, a mídia regional passou a ter um papel relevante nos últimos vinte anos. "Passou a ter visibilidade na medida em que o parlamentar estadual e distrital precisava se comunicar com sua cidade, e que os clientes precisavam estar presentes na região", afirmou.
Para o deputado Cláudio Vignatti, a regionalização da comunicação é um processo importante e o desafio é fazer um processo de investimento para a mídia regional do país. "Acho que precisamos avançar no processo de organização nos estados. Os jornais regionais têm crescimento e a assinatura de jornais pela classe C também tem crescido. A iniciativa privada tem interesse no segmento. Então, o desafio é avançar no fortalecimento dos jornais semanários e na melhoria da comunicação regional de determinados órgãos do governo", disse. Segundo ele, a Caixa Econômica e a Petrobras já obtiveram avanços importantes na regionalização da comunicação, mas falta mais ação ao Banco do Brasil. "É preciso valorizar mais a mídia regional e perceber que essa mídia comunica e socializa para que se construa a inclusão", defendeu.
Fonte: Site ptnacamara.org.br
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