A definição de estratégias e de políticas abrangentes de comunicação é o principal desafio do Partido dos Trabalhadores para os próximos anos, segundo conclusão da mesa de abertura da 1ª Conferência Nacional de Comunicação do PT, nesta quinta-feira (24), em Brasília.
Falando para um plenário de mais de 300 pessoas, que lotaram o auditório do Hotel San Marco, o secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, lembrou que a Conferência irá se desenvolver em dois eixos: democratização das comunicações no país e melhoria do diálogo do PT com sua militância, sua base e o conjunto da sociedade brasileira.
Segundo ele, a discussão ocorre num momento em que tanto o PT e como outros setores do campo popular estão convencidos de que o sucesso do projeto de país iniciado no governo Lula, a manutenção das conquistas e as possibilidades de avanço passam, necessariamente, pela disputa da opinião pública.
Na seqüência, o secretário-feral do partido, deputado José Eduardo Cardozo, disse que, sem investimentos na comunicação, dificilmente o PT vencerá os desafios colocados pela conjuntura política daqui para frente.
Ele citou o fato de o PT, até aqui, ter dado pouca atenção ao tema. “Na comunicação, estamos no período jurássico. Esperamos que a Conferência forneça as diretrizes para que possamos colocar o pé no século 21. (...) Isso é fundamental para a construção de uma sociedade que combate a exclusão social eaponta na direção do socialismo”, afirmou.
Também na mesa de abertura, o líder do PT na Câmara dos deputados, Maurício Rands, falou da concentração da informação por parte dos grandes conglomerados de mídia, anotando que esta realidade vai na contra-mão daquilo que o partido defende.
“O que buscamos é a informação independente, plural, tratada como direito do povo brasileiro”, disse Rands,
Ricardo Azevedo, presidente da Fundação Perseu Abramo, falou sobre a tendência da mídia convencional em fazer uma leitura “absolutamente ideológica e conservadora” dos fatos cotidianos, contatando que o PT, como partido e governo, pouco fez para mudar essa realidade.
“Ao lado dos gigantes avanços que propiciamos ao país, não conseguimos responder aos desafios da democratização dos meios de comunicação”,comentou.
Encerrando a mesa de abertura, o publicitário Francisco Cavalcante fez uma exposição sobre as diferenças e convergências entre marketing político, eleitoral e partidário, ressaltando que o mais importante, para o PT, é trabalhar com “as imagens, os símbolos, os sentimentos e os valores” construídos ao longo de seus 28 anos.
“O compromisso social da marca PT é com os mais pobres, é nosso maior capital. (...) Nossa comunicação deve expressar esse conteúdo”, resumiu.
A Conferência prossegue nesta sexta-feira (15) com duas mesas de debates sobre os temas “Mídia, Poder e Guerra Ideológica” e “O governo Lula e o Direito à Comunicação”.
A primeira mesa começa às 9h e tem a participação de Laurindo Lalo Leal Filho, Renato Rovai, Rachel Moreno, Paulo Salvador e Celso Schröder. A segunda tem início às 14h e contará com Franklin Martins, Venício Lima, Walter Pinheiro, João Brant e José Luiz Sóter.
Fonte Portal do PT.
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