
As 27 nações da União Européia (UE) decidiram "revogar as sanções diplomáticas contra Cuba, impostas em 2003 e suspendidas temporariamente em 2005", segundo afirmou nesta quinta-feira (19) um membro da equipe diplomática espanhola, ao fim do primeiro dia da Cúpula de Bruxelas (Bélgica), onde está a sede do bloco.
A decisão foi tomada após o adiamento do debate sobre a questão na última segunda-feira, a pedido da Alemanha, que solicitou à presidência da UE "mais tempo" para as discussões.
Cuba começou a sofrer sanções européias a partir de junho de 2003, quando 75 dissidentes cubanos foram presos pelo governo de Havana. Na ocasião, três seqüestradores de uma embarcação foram fuzilados.
As sanções européias (que deviam ser avaliadas a cada seis meses) chegaram a ser suspensas em 2005 por iniciativa da Espanha e a UE deveria decidir já nesta segunda-feira se as eliminaria de maneira definitiva.
Entre as medidas contra Cuba estavam a restrição de visitas oficiais e o convide sistemático de grupos de oposição cubanos a festas nacionais em embaixadas da EU. Durante os recentes debates, a República Tcheca pediu para que se "avance na via dupla", vinculando a normalização das relações com Cuba à libertação de todos os presos políticos por parte de Havana. Durante o período das sanções, os antigos países socialistas do leste europeu exerceram grande pressão para mantê-las ativas.
Segundo fontes diplomáticas, a idéia da UE agora é retirar as sanções "de maneira progressiva", verificando, como já fora sugerido, o retorno à normalidade das relações bilatérias e dos processos democráticos, em acordo com os direitos humanos.
Fonte: Portal do PT (Agência Ansa).
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